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O ano de 2022 começa favorável para a Indústria da Construção. De acordo com indicadores econômicos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), embora o setor tenha registrado queda do nível de atividade e do número de empregados em novembro, as expectativas para os próximos meses permanecem positivas. Além disso, o setor permanece com elevado nível de utilização da capacidade operacional e os empresários sinalizam confiança elevada em relação aos últimos três meses.

De acordo com os Indicadores Econômicos – Sondagem Indústria da Construção da CNI, divulgado em 17 de dezembro, a expectativa do nível de atividade para os próximos seis meses avançou. Da mesma forma que a expectativa de novos empreendimentos e serviços e do número de empregados. Apenas a expectativa de compras de insumos e matérias-primas registrou relativa estabilidade.

Em novembro, o nível de atividade da Construção ficou em 48,5 pontos. Abaixo, portanto, da linha divisória de 50 pontos que separa o aumento da queda de atividade. O resultado inverte o crescimento registrado nos últimos dois meses. Apesar disso, o indicador manteve-se acima da sua média histórica. Em linha com a atividade, o emprego também recuou. O índice do número de empregados ficou em 49 pontos, também abaixo de 50 pontos.

Já Utilização da Capacidade Operacional (UCO) se manteve em 66%. Trata-se de um patamar elevado, superior ao observado nos últimos sete anos e equivalente ao nível de utilização da capacidade observado em novembro de 2014. Época em que a Indústria da Construção se encontrava no fim de um ciclo de forte crescimento.

Confiança da construção avança no mês de dezembro

Em dezembro, o Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da Indústria de Construção avançou 0,6 ponto, para 55,5 pontos. Acima da linha divisória de 50 pontos, o número revela maior confiança do empresário da Construção, ainda que inferior à observada em dezembro de 2020. Apesar do índice não ter recuperado a queda verificada em setembro de 2021 e se encontrar em patamar inferior ao que estava entre julho e agosto, ele está superior à sua média histórica (53,8 pontos).

A percepção da Indústria da Construção em relação às condições atuais permanece negativa em dezembro. O Índice de Condições Atuais ficou em 47,8 pontos, abaixo da linha divisória de 50 pontos. Isso indica percepção de piora das condições atuais na comparação com os últimos seis meses. Essa percepção dos empresários foi negativa em nove dos doze meses de 2021.

O Índice de Expectativas mostra um avanço do otimismo em relação a novembro, com crescimento de 0,8 ponto, para 59,4 pontos. Isto é, ficou acima da linha de 50 pontos e da média histórica. O índice revela expectativas positivas e disseminadas para os próximos seis meses.

Indústria da Construção
ICEI acima da linha divisória de 50 pontos revela maior confiança do empresário da Construção. Fonte: CNI

Expectativas permanecem positivas na Indústria da Construção

Ainda de acordo com a CNI, os empresários da Construção seguem com perspectivas positivas para todas as variáveis analisadas. O empresário espera alta do nível de atividade, do número de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e do número de empregados.

Em dezembro, os índices de expectativas do nível de atividade, do número de novos empreendimentos e serviços, e do número de empregados avançaram (0,9 ponto, 0,8 ponto e 1,1 ponto, respectivamente). O que indica expectativas ligeiramente maiores e mais disseminadas de crescimento para os próximos seis meses.

O índice de expectativas de compras de insumos e matérias-primas se manteve praticamente estável. Houve uma variação de -0,2 ponto em relação a novembro, caindo para 54,2 pontos.

Indústria também está otimista

A Sondagem Industrial, do CNI, também apresentou resultados positivos. Assim, dezembro representa maior otimismo na maior parte dos setores da Indústria.

De acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), houve avançou em 23 dos 29 setores da Indústria analisados em no último mês de 2021. É a primeira vez, desde agosto, que a maior parte dos setores industriais registra avanço da confiança. Aliás, todos os 29 setores industriais analisados estão confiantes. O avanço se deu principalmente nos setores: Bebidas (+7 pontos), Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+5,9 pontos) e Extração de minerais não metálicos (+5 pontos).

Outro ponto positivo é que a produção e o emprego industrial apresentaram estabilidade em novembro. Já os estoques de produtos, atingiram o nível planejado pela Indústria em outubro – ultrapassando o nível planejado em novembro. Com isso, rompeu a tendência de estoques abaixo do planejado, que vinha desde dezembro de 2019.

Os índices de expectativa de demanda, de compras de matérias-primas, de número de empregados apresentaram estabilidade no mês de dezembro. Em contrapartida, o índice de expectativa de exportação registrou aumento. Isso indica que o otimismo permanece disseminado entre os empresários. Por fim, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou alta na comparação com o mês anterior. O resultado da UCI de novembro foi o mesmo de agosto e setembro, que registraram os maiores valores do ano.

2021 fecha com alta da confiança na indústria

Os indicadores também mostraram que Indústria fecha o ano de 2021 com alta da confiança. Em dezembro de 2021, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou 0,7 ponto, de 56 pontos para 56,7 pontos. O avanço quebra uma sequência de quedas de confiança da Indústria que aconteceu de setembro a novembro, período no qual o índice de confiança recuou 7,2 pontos.

Ao voltar a se afastar para mais acima da linha divisória de 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança, o índice demonstra que a indústria está confiante. Além disso, que essa confiança está mais forte e mais disseminada no mês de dezembro do que no mês anterior.

O Índice de Expectativas avançou 1,0 ponto, ficando em 60,1 pontos. Acima dos 50 pontos, o índice indica expectativas otimistas para os próximos seis meses. Com o avanço de dezembro, esse otimismo se torna ainda mais forte e mais disseminado.

Crescimento no PIB de 2022

A CNI projeta crescimento de 1,2% para a economia brasileira em 2022. Esse é o cenário-base, há ainda um cenário pessimista e outro otimista. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, para a estimativa de 1,2% se consolidar, espera-se a superação parcial de problemas conjunturais, como inflação, emprego e normalização das cadeias globais de valor a partir do segundo semestre do ano. A previsão faz parte do documento Economia Brasileira: 2021-2022, divulgado nesta em 15 de dezembro, com balanço da economia e previsões para 2022. 

De acordo com ele, a inflação deve desacelerar ao longo de 2022, permitindo que a massa de rendimento real se eleve em resposta à continuidade do crescimento do número de pessoas ocupadas. Também é esperada a normalização do fornecimento de insumos e matérias-primas. Além da taxa de câmbio real, ainda bastante desvalorizada, dê fôlego às exportações brasileiras e estimule um processo de substituição de importações.

Vale destacar o desempenho positivo do setor de construção civil, acima do esperado. Resultando em uma revisão acentuada da projeção de crescimento do setor por parte da CNI, de 5% para 8,2%, em 2021. Para 2022, a previsão é de alta de 0,6%.

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