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Gasoduto Bolívia-Brasil: importância da Faixa de Servidão

Gasoduto-Bolívia-Brasil

O Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) é de suma importância para o desenvolvimento e economia do Brasil. Construído na década de 1990, ele é a via de transporte do gás natural importado da Bolívia para o Brasil. São 3.150 km de extensão, sendo 557 km na Bolívia (trecho administrado pela Gas TransBoliviano – CTB) e 2.593 km no Brasil (administrado pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil – TBG).

Considerado o maior gasoduto da América Latina, o Gasoduto Bolívia-Brasil tem início em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) entrando no país por Corumbá-MT. Ele percorre 136 municípiosem 5 estados (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) até chegar em Canoas-RS.

No Brasil, é dividido em dois trechos. O Trecho Norte compreende Corumbá (MS) a Paulínia (SP) e Paulínia (SP) a Guararema (SP) e teve início de operação em julho de 1999. Já o Trecho Sul, Paulínia (SP) a Canoas (RS), com início de operação em março de 2000, além de Paulínia (SP) – Araucária (PR), (1ª ampliação do Trecho Sul), que iniciou sua operação em outubro de 2010.

Sua capacidade total e fornecimento de gás é de 30,08 milhões de metros cúbicos. O Gasoduto Bolívia-Brasil opera em alta pressão e possui 15 estações de compressão que mantêm a pressão do gás natural nas condições ideais para o transporte. Além disso, possui 47 Pontos de Entrega que fazem a redução da pressão do gás natural para entrega às Companhias Distribuidoras Locais (CDL). Os dados são oficiais de acordo com a TBG.

Ainda segundo a TBG, o Gasoduto Bolívia-Brasil é composto por tubos de aço soldados e enterrados no solo a uma profundidade média de um metro. Ele fica dentro de uma faixa de terreno com 20 metros de largura, devidamente sinalizada e demarcada, denominada: Faixa de Servidão.

O que é Faixa de Servidão

Como dito acima, os tubos ficam enterrados a uma profundidade média de um metro. Para protegê-los de possíveis danos, a Faixa de Servidão deve estar sempre sinalizada e com os acessos livres de obstáculos em toda a sua extensão, nesta largura de terreno de 20 metros. Essa área é um direito de passagem instituído pelo Decreto Federal de 28/08/1996.

A Faixa de Servidão:
  • Delimita e protege o traçado do Gasoduto;
  • Identifica os locais de instalação de equipamentos;
  • Sinaliza os locais onde não se podem fazer escavações, construções, ocupações, queimadas e obras em geral.
  • Na faixa de servidão, toda sinalização é planejada para que a comunidade vizinha conheça a localização do Gasoduto da TBG.

Fonte: TBG

Ainda de acordo com a Transportadora, a sinalização da Faixa consiste em três vertentes. Os Marcos delimitadores, que mostram os limites da faixa de servidão; os Marcos Quilométricos, que marcam a quilometragem do trajeto do Gasoduto; e por fim, as Placas de Sinalização: chamam a atenção para a existência do Gasoduto enterrado, com alertas de segurança e de cruzamento com rodovias e ferrovias, linhas de transmissão, travessias de rios, lagos e lagoas. 

Por isso, podemos dizer que a Faixa de Servidão, não só mantem a integridade e segurança da tubulação, como também, das pessoas.

Entendido a importância da faixa, pode-se perceber a necessidade de manutenção contínua. Afinal, o Gasoduto atravessa o Pantanal Sul-mato-grossense, o Cerrado, o rio Paraná, o rio Tietê, os Aparados da Serra, entre outras localidades. Para manter a operação eficiente, há equipes de campo responsáveis pela supervisão e manutenção de todo o trajeto do Gasoduto, inspecionando periodicamente a Faixa de Servidão, instalações e equipamentos. Os serviços de manutenção da faixa são realizados pela Possebon desde 2016.

Manutenção da Faixa de Servidão

“Consideramos de alta responsabilidade fazer a manutenção de um gasoduto que transporta até 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia”, revela Bruno Possebon, que é gerente de contrato do Trecho Norte do Gasbol. “Ao mesmo tempo, posso dizer que é gratificante devido a relevância do Gasoduto Bolívia-Brasil para a economia do país.”

Visão compartilhada pelo engenheiro da Possebon, Diego da Costa, gerente de contrato do Trecho Sul. “É um cliente que atuamos há um bom tempo, portanto, temos uma expertise na área de gasoduto. Inclusive, é uma área [gás natural] que nos últimos anos tem apresentado crescimento no Brasil.” A Possebon tem vasta experiência na área, pois por aproximadamente 15 anos, realizou a manutenção de Malha de oleodutos da Petrobrás/Transpetro, os quais também necessitam de Faixa de Servidão.

O Gasoduto Bolívia-Brasil, depois de entrar no território brasileiro, passa pelos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. A ligação entre São Paulo e o Rio Grande do Sul corresponde ao Trecho Sul que percorre 1.176 km. Já o Trecho Norte tem uma extensão de 1.147 km e liga Corumbá (MS) a Guararema (SP). 

Os serviços de manutenção compreendem a manutenção em si; a troca e pintura de marcos quilométricos de sinalização; troca de sinalização visual (placas onde passa o gasoduto); limpeza de encostas; canaletas; roçada, melhorias na drenagem em toda a extensão; obras de geotecnia e obras de melhoria de acessos.

Gasoduto Bolívia-Brasil: Gestão e logística

Atuar na manutenção da Faixa de Servidão de um gasoduto com a extensão do Gasbol depende de uma complexa gestão. São 2.593 km no Brasil, portanto, há manutenção contínua nesta metragem. Isso envolve uma logística e organização muito grande. O Gasoduto corta o Brasil e é preciso fornecer material em todos os estados que ele percorre, além da equipe qualificada. “É necessário ter acompanhamento full time. Por isso, a gestão e logística são fundamentais para que não falte material e que haja boa comunicação com relação a segurança do trabalho. O serviço é muito dinâmico, pois as condições/cidades estão sempre mudando”, pontua Bruno Possebon

Do outro lado, Diego também cita complexibilidade da logística. “Demanda de vários setores da empresa, desde SMS, RH, suprimentos e transporte. É um desafio grande neste ponto, mas a Possebon já tem uma expertise muito grande. Já tivemos contrato no passado com a própria TBG e com a Transpetro.”

De fato, não há canteiro de obras, as ferramentas estão em mobilidade junto com a equipe e cada cidade/estado tem suas peculiaridades. Também devido a extensão, outra preocupação com relação a segurança dos trabalhadores está ligada aos acidentes de trânsito, pois há muito deslocamento. A partir disso, foi criado e implementado um programa de segurança do trabalho chamado Direção Segura, que garante um deslocamento seguro das equipes para atendimento do cronograma de manutenção, além de reforçar a importância da direção defensiva para manter todos em segurança.

“Temos várias equipes ao longo da faixa atuando em cada região e nossa comunicação é contínua. A pandemia nos ensinou a trabalhar remotamente e trouxe novos desafios, mas a empresa está preocupada e respeitando todas as normas sanitárias dos órgãos responsáveis, por isso, conseguimos manter a manutenção sob controle”, finaliza Diego.

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